Tecnologia e criatividade no Canadá

CCBC retoma missão ao C2, evento realizado em Montreal que estimula participantes a conhecer soluções inovadoras e criativas


Por Sérgio Siscaro

Encontrar a trilha para o futuro, por meio de acesso a ideias e a empresas que promovem soluções inovadoras. Este é o objetivo principal dos participantes da conferência C2, evento que voltou a ser realizado presencialmente entre os dias 26 e 28 de setembro deste ano, em Montreal. Como não poderia deixar de ser, a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) retomou sua iniciativa de promover uma missão que, entre os dias 25 e 30, levou empreendedores, startups e líderes empresariais brasileiros ao evento.

Como em todas suas edições, a C2 teve um tema específico neste ano: Montreal Ignited. De acordo com a organização, a escolha buscou ressaltar o papel de Montreal como um hub de negócios criativos, inovação e oportunidades. O grupo de palestrantes selecionados incluiu a prefeita de Montreal, Valérie Plante, a cantora, compositora, atriz, autora e defensora da saúde mental Michelle Williams, o CEO do Desjardins Group, Guy Cormier, e o diretor sênior para investimentos sustentáveis do grupo CDPQ, François Crémet, entre outros.

Ainda que os dados da edição de 2022 não tenham sido divulgados, os números da C2 de 2019 (última presencial antes da pandemia da Covid-19) dão uma ideia do tamanho da conferência. Naquele ano foram contabilizados cerca de 7.500 participantes de 61 países, representando 34 setores da economia. Do total, 57% dos visitantes eram executivos ou gerentes sêniores, e 33% eram CEOs. Além disso, a importância da conferência como um local para fazer networking ficou comprovado: foram trocados cerca de 70 mil contatos.

Divulgação/C2

Estímulo às novas ideias

Neste ano, a missão da CCBC foi realizada em parceria com a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (InvestSP) e com o apoio do governo de Quebec, da Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign) e da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate). Foram reunidos 19 participantes, além de cinco convidados do governo de Quebec, que tiveram acesso a três dias de evento, com dezenas de iniciativas, incluindo labs, experiências masterclasses e atividades de interação. Adicionalmente, a CCBC promoveu dois dias de visitas em empresas canadenses relacionadas às áreas de entretenimento e economia criativa, como o Cirque du Soleil, a Valtech, companhia voltada a aprimorar a experiência dos clientes em ambientes conectados, e o Quartier des Spectacles Partnership, que tem inserido soluções inovadoras em diferentes modelos e culturas de negócio.

“O nosso objetivo ao promover esta missão foi o de proporcionar às empresas brasileiras a oportunidade de conhecerem as novidades na C2 e aproveitá-las para melhorar sua atuação aqui no Brasil. A parceria com a InvestSP foi voltada às áreas de economia criativa e entretenimento, mas a CCBC trouxe seu DNA de promotora de negócios por meio da realização de atividades específicas”, conta o consultor de negócios internacionais da CCBC, Armínio Calonga Jr.

Ele destaca a importância de contar com a InvestSP como parceira nesta edição da C2. “A agência dispõe de um programa, o Creative SP, por meio do qual as empresas que se inscrevem em um edital e são selecionadas recebem subsídios para participar desse tipo de evento – o que estimula a introdução e a criação de soluções inovadoras por elas. Nesta edição, a CCBC atuou como curadora de todas as atividades da InvestSP na C2, desenvolvendo uma agenda de visitas.”

Divulgação/C2

Contatos e interatividade

De acordo com o consultor da CCBC, uma das atividades promovidas pela Câmara na C2 foi um happy hour para networking, no qual 13 empresas canadenses dos segmentos de eventos, entretenimento e animação puderam trocar contatos e informações com participantes brasileiros da missão com os quais tivessem afinidade. “Como resultado desta e de outras atividades, há a perspectiva de que dois ou três dos contatos feitos na C2 evoluam para possíveis negócios – especialmente na área de eventos”, completa.

Um dos pontos diferenciais da C2 é o fato de o evento proporcionar uma participação ativa dos visitantes às suas atividades – e não uma postura passiva. “Diferentemente de outros festivais voltados à inovação, a conferência enfatizou bastante a imersão dos participantes em diversas atividades, como workshops e labs, nos quais as empresas puderam tomar parte de forma ativa. É bem diferente de ser parte daquele conteúdo, e não meramente sentado para assistir a uma palestra”, pontua a coordenadora de Inteligência Comercial da CCBC, Beatriz Calegare.

Outro ponto de destaque da conferência foi o Braindate, iniciativa que possibilitou aos participantes da missão, por meio do site do evento, agendar encontros com representantes de empresas e instituições presentes à C2. “Com isso, foi possível criar uma experiência totalmente nova, além de fazer networking, estabelecer relacionamentos e trocar informações a respeito de tópicos de seu interesse”, finaliza Calonga Jr. Ele acrescenta que a CCBC deverá promover um evento para divulgar os resultados da missão, e já anunciar uma nova edição para o próximo ano.

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