Tendências e próximos passos da Câmara nas palavras do seu presidente

O advogado Paulo Perrotti gosta de entender o funcionamento das empresas e como o Direito pode ajudá-las a trabalhar melhor, obtendo os melhores resultados. “Me preparei para isso. Essa é a razão de eu ter uma formação tão diversificada”, diz o presidente da CCBC, pós-graduado em Administração, especializado em Lei de Tecnologia da Informação e Financiamento do Mercado.

Perrotti investe muito de seu tempo em estudar desenvolvimento de novos negócios e business design. Gosta e valoriza o trabalho colaborativo e não tem receio de tomar decisões. “O passado é importante, mas o futuro cabe a nós escrever da forma que queremos”, analisa. E é sobre esse futuro da Câmara e da relação Brasil-Canadá que ele conversou com a equipe da Newsletter CCBC.

Por que o Canadá oferece uma excelente oportunidade para o Brasil e o Brasil uma excelente oportunidade para os canadenses? 

Além da similaridade cultural, uma vez que Brasil e Canadá são países ocidentais, com características jurídicas equilibradas, coerentes e bem reconhecidas por ambos – o que deixa o empresário de cada um dos países muito mais à vontade para concretizar negócios – vivemos em 2019 um ano de otimismo na relação bilateral, que poderá culminar com a celebração do tratado de livre mercado entre Mercosul (liderado pelo Brasil) e o Canadá. A cada ano, a relação entre os países se desenvolve de forma consistente e profícua.

Como a instituição identifica a melhor forma de atender às demandas dessa relação, dos associados e da sociedade?

As comissões setoriais são as nossas maiores fontes de pesquisa. Por isso, incentivamos que o associado atue cada vez mais de forma efetiva nas nossas comissões, pois são elas que nos norteiam a respeito das demandas do mercado e orientam quais produtos e serviços devemos desenvolver [referência a comissões como as de Comércio Exterior, Diversidade, Mineração, entre outras]

Tem alguma área que a CCBC tem dedicado ou vai passar a dedicar atenção especial em 2019?

Todas as áreas vão receber atenção, mas uma área que me fascina é a inovação, pois é possível aplicá-la em qualquer mercado. Também vamos focar na integração entre os associados e os colaboradores da CCBC, e um exemplo é a ampliação das nossas instalações na Vila Olímpia, inspiradas em tendências colaborativas. O escritório que abrimos no Canadá, por sua vez, será de fundamental importância para dar lastro logístico às nossas ações internacionais.

Qual o significado de inovação na CCBC?

Nosso associado deseja fazer negócio. Afinal, estamos em uma Câmara de Comércio. O propósito de inovar é fazer com que ele fique satisfeito, com um rol de produtos e soluções que lhe possibilitem a realização de negócios. Estamos em plena implantação de um novo sistema de gestão de administração dos nossos associados, que é o projeto de CRM. Com isso, vamos buscar aumentar a sinergia entre as empresas e o mercado, a partir de um melhor serviço, cada vez mais customizado.

Algum projeto que você destacaria para este ano?

Vamos implantar um módulo de mentoria na plataforma Connection Bureau. Temos, junto aos nossos associados, profissionais com um conhecimento de alto nível, e que gostariam de colaborar e auxiliar as startups a desenvolver seu negócio de forma mais eficiente, rápida e lucrativa, não só no Brasil quanto no Canadá. A ideia é desenvolver novos mercados, sempre com olhos para a internacionalização, utilizando os dois países como trampolins para o mundo. Com isso, desempenhamos um papel de extrema relevância no empreendedorismo.

Tem algum tema no qual a Câmara está consolidada e você gostaria que se falasse mais agora?

Podemos explorar mais o tema “turismo”, segmentado em um mercado específico. E não estamos só falando de turismo de entretenimento. Temos um campo muito vasto para explorarmos segmentos específicos. Veja que o principal destino do estudante brasileiro buscando intercâmbio é o Canadá. Para quem não sabe, há uma importante rota gastronômica no Québec. No Brasil, temos o turismo de negócios em São Paulo e, para quem deseja descansar, as praias do Nordeste. Não que o turismo nunca tenha sido foco, uma vez que a CCBC já organiza diversas missões de negócios para o Canadá.

Como você avalia o que a CCBC conquistou em 2018 e quais as expectativas para 2019?

2018 foi um ano da estratégia de protagonismo, com projetos de repercussão nos mais diversos pilares da economia tradicional e criativa, em áreas como tecnologia, sustentabilidade, diversidade, mineração, jurídica, comércio exterior, inovação em saúde, infraestrutura, cultura e educação. Ademais, estamos implantando métricas para a medição de nossas ações. A expectativa para 2019 é performance. Uma vez que atingimos e consolidamos o protagonismo da CCBC no mercado, e com todos os instrumentos que estamos desenvolvendo e implantando, iremos realizar muito mais, com mais eficiência.

Qual o diferencial da CCBC para outras câmaras de comércio?

Está na percepção de que o comércio não se resume a apenas atividades mercantis de importação e exportação bilateral. A CCBC vai muito além disso. Acreditamos na economia criativa e colaborativa, aberta, livre e sem restrições. A diversidade é algo que faz parte do DNA tanto do povo canadense quanto do brasileiro.

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