DIVERSIDADE

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EDITORIAL

DIVERSIDADE POSSÍVEL: AMPLIANDO O OLHAR PARA O TEMA

Começo parafraseando Viola Davis, que nos diz que “ A única coisa que diferencia as mulheres negras de qualquer outra é a oportunidade”, essa frase pode ser utilizada para diversos contextos étnicos, principalmente no universo negro. Seja no campo do empreendedorismo, na cadeia de fornecedores, liderança dentro das empresas e no ingresso ao mercado de trabalho. Muitas vezes o que falta para essas pessoas, é de fato a oportunidade. 

Sabemos que diversidade é o tema do momento, a grande questão é entender de que maneira o assunto é tratado de forma transversal dentro das empresas. E a pergunta que não quer calar: Será que estamos nos treinando para ampliar o olhar? Será que estamos pensando não só na inclusão de mulheres, mas também de negros, PCD’s, LGBTQ’s, pessoas com idade mais avançada, refugiados, pessoas com orientações religiosas diferenciadas, que não se formaram no que chamam de “faculdades de primeira linha” e pessoas que residem nas periferias? 

A cultura organizacional, também é um assunto que está em voga. Mas será que como organização, todas as áreas estão alinhadas? As peças de comunicação, refletem a realidade do país que estamos inseridos? Existe uma análise da cadeia de fornecedores? As decisões vindas da área de responsabilidade social vão ao encontro das políticas de compliance praticadas? 

Muitas das perguntas acima, provavelmente ainda não possuem resposta e eu posso dizer que não há problema algum nisso. O grande erro é ignorar todas essas questões, mesmo porque isso pode ser extremamente prejudicial à estratégia do seu negócio. 

O Canadá é um exemplo nesse aspecto, vide a equipe diversa nomeada pelo primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau. E ela é tão especial, porque reflete a diversidade do país, que tem como principal característica a valorização do multiculturalismo. No campo empresarial, grandes corporações como Walmart Canadá, SaskPower, Accenture Inc, Amex Canada, Royal Bank of Canada, Shell Canada Ltda, Sodexo, EY, Coca-Cola and General Motors, pensam em diversidade desde a cadeia de fornecimentos até a contratação de funcionários. O melhor de tudo é saber que as ações praticadas por essas empresas, são possíveis e potencialmente replicáveis. 

Na minha última visita ao país, tive a oportunidade de acompanhar algumas iniciativas de diversidade na cadeia de valor (Supplier Diversity). Foi importante saber que para além do engajamento das empresas, existem iniciativas de política pública que fomentam essa prática, como por exemplo, uma certificação concedida aos negócios.

Os resultados são positivos pois essas empresas desempenham um papel importante na criação líquida de empregos, engajamento da base de consumidores, aumento na competitividade, proporcionam soluções inovadoras e consequentemente o aumento da receita das grandes corporações, melhoria na qualidade e impacto social. Um estudo da Delloite do ano de 2016, ouviu 1200 empresas canadenses e descobriu que as corporações mais diversas, apresentavam vantagens competitivas, quando comparadas com os seus concorrentes diretos. Entre elas: o aumento na receita, contratações mais assertivas e vantagens para competir em mercados internacionais. Aqui no Brasil existem iniciativas, como por exemplo a AfroBusiness, que estão engajadas nesse processo de conexão entre os empreendedores dos grupos chamados “minoritários” e grandes empresas. Empresas como: Bayer, Jonhson &Jonhson, Facebook, IBM, Accenture, Accor Hotels e Dell, contam com programas de compras afirmativas. Algumas multinacionais possuem indicadores e metas de compras exclusivamente destinadas a esse tipo de fornecedores. Os resultados gerados nessas conexões por aqui, são extremamente positivos para os dois lados. 

Encerro fazendo um convite para você que está lendo esse texto, separe um tempo para analisar se realmente há diversidade dentro da sua empresa. Se ainda não possui dados demográficos suficientes, um teste visual, muitas vezes é um bom início. Procure negros, mulheres, pessoas com deficiência, transexuais e pessoas que se sentem seguras para declarar abertamente a sua opção sexual. Encontrou? Verifique quantas dessas pessoas ocupam posições de liderança. Prossiga o exercício conversando com outras áreas, verifique se a empresa realiza compras afirmativas (de pequenos fornecedores e/ou incluídos nos grupos minoritários).

Caso o resultado não tenha sido positivo, é importante não se frustrar, nunca é tarde para iniciar os trabalhos. Nesse começo é fundamentar atuar de forma proativa para o processo de criação de uma estratégia de diversidade dentro da sua empresa, escolha um ponto de partida, sem perder a transversalidade em todos os processos. 

Fernanda Ribeiro é a Diretora-Executiva da Afrobusiness Brasil

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