DIVERSIDADE

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EDITORIAL

O QUE É DIVERSIDADE?

Substantivo feminino que caracteriza o que é diverso, pode-se descrever as diversidades tais como biológica, étnica, religiosa, cultural, dentre outras. Diversidade é um termo que determina plural e que nos permite falar da variedade que apresentam os aspectos entre si e da multiplicidade do diferente. Estamos em um mundo com mais de 7,7 bilhões de indivíduos que estão diferenciados por suas culturas, religiões, costumes e crenças, ao tempo que se agrupam por aquilo que se diferem. O que quero dizer com isso é que a diferença une as pessoas que se identificam com algo comum. 

Levando em consideração os grupos de identificação, o mercado tem sofrido uma adaptação para atender os diferentes contextos. A diversidade tem sido alvo de campanhas publicitárias, posicionamento de marcas e tema de interesse nas corporações. Debater a diversidade se tornou emergente em razão de que, mesmo diante de práticas pautadas no respeito às diferenças, ainda no presente encontramos lógicas normalizadoras direcionando as ações às populações específicas. Para lidar com as novas diferenças macro e micro culturais, leis têm sido criadas no intuito de legitimar as constituições de ser e a tentativa de gerar dignidade àqueles que não se enquadram nos antigos padrões. 

Apesar do tema estar em voga, de existir cota para a contratação de pessoas com deficiência e da crescente conscientização sobre a importância da representatividade, ainda há muito o que ser feito! O Brasil é reconhecido por ser um país multicultural, multiétnico, heterogêneo e “…a propaganda brasileira não reflete a diversidade do país e acaba por excluir as minorias…”, é o que aponta o estudo realizado em 2019 pela Elife e SA365, intitulado Representação da Diversidade na Propaganda Digital Brasileira. 

Se os indivíduos como os vemos nas ruas não estão representados nos comerciais, podemos considerar que estão representados no mercado de trabalho? Uma pesquisa realizada pelo instituto Ethos, que analisou 500 empresas brasileiras mostra que as mulheres representam 58,9% dos estagiários e apenas 13,6% das vagas executivas; 94,2% dos cargos executivos são ocupados por brancos, enquanto apenas 4,7% de negros estão na mesma posição. Nas empresas consideradas no estudo, não há nenhum executivo indígena. 

A BlueShift trabalha por um mundo data-driven, para colocar as pessoas em primeiro lugar, e acreditamos que a tecnologia é uma ferramenta para a transformação da experiência da humanidade. A cultura da organização é focada nas pessoas, nossos clientes são atendidos através dos nossos profissionais que representam aquilo que acreditamos, e acreditamos no poder das pessoas. 

Buscamos ser uma empresa de tecnologia humanizada, fazemos isso focando na individualidade e bem-estar de quem faz parte do nosso time e abrimos as portas para os que desejam fazer. Possuímos um recrutamento orientado a analisar a capacitação técnica – ou a capacidade de a desenvolver dos profissionais – e não a idade, religião, orientação sexual, etnia e assim por diante. Histórico profissional e momento de carreira são temas abordados na entrevista, que sabemos ser a ponte de construção do quadro funcional. Evitamos o etnocentrismo, pois o diverso nos interessa. 

Criamos um programa de treinamento orientado à formação de profissionais que possuem o interesse em atuar no universo de dados. Esse programa que carinhosamente chamamos de Blue Academy é voltado à inclusão de pessoas que desejam entrar no mercado de trabalho, atuando na área de tecnologia e possivelmente não teriam oportunidade de o fazer em outra circunstância. Os trainees são capacitados para atuarem mais especificamente no core de negócios da empresa que é o trabalho com dados, em qualquer dos seus níveis. 

Nosso programa de trainees já formou mais de 30 pessoas, e contamos com um centro de treinamento, equipamentos e mentores que tornam esse projeto exequível. Na atual turma Beta 60% dos trainees são mulheres, na turma Alpha 50% são imigrantes ou refugiados, e em edições anteriores, trabalhamos com jovens de regiões periféricas sem ensino superior completo. Também tivemos turma com profissionais do interior do estado de São Paulo que queriam mudar de carreira. 

Enfrentamos um duplo desafio e o primeiro é interno e multifacetário, pois é preciso ter uma empresa e colaboradores orientados ao mesmo propósito, o da cultura inclusiva (a empresa possui um código de conduta que visa a orientar o comportamento dos colaboradores, no qual se posiciona contra preconceitos, racismo, assédio de qualquer forma). Temos as portas abertas ao diverso, mas selecionamos pessoas que possuem formação secundária completa e tenham noções básicas de tecnologia. Sabemos da dificuldade de educação do nosso país e que esse é um limitador no processo. O segundo desafio é externo, pois nosso trabalho é realizado em um ambiente terceiro, no qual diminuímos nosso poder de ação. Temos sorte hoje de ter clientes que estão de acordo com a nossa cultura e abrem espaço para o nosso time.

Investimos em diversidade, pois acreditamos que podemos mudar o mundo de alguém. Somos formadores de profissionais e de pessoas e sabemos da responsabilidade que isso significa. 

Trabalhamos com tecnologia e a inovação se faz possível quando contamos com diferentes pontos de vista, opiniões e referências, e para isso precisamos de pessoas diferentes. Um estudo realizado pela consultoria McKinsey and Co. aponta que empresas que possuem diversidade cultural e étnica, têm 33% mais chances de apresentar resultados acima da média do mercado. 

Somos apaixonados pela tecnologia inclusiva, por atrair e reter talentos diversos, e para tal nos educamos a respeitar as diferenças criando um ambiente agradável para aqueles que estão nele.

Nós nos unimos a pessoas que se identificam conosco! 

Francieli Favarim é Psicóloga, pós-graduada em Psicologia da Saúde, e Gestora de Talentos na BlueShift Brasil.

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