Oportunidades em alimentos e bebidas

CCBC promove rodada virtual de negócios em momento positivo do intercâmbio comercial entre Brasil e Canadá

Por Sérgio Siscaro

Uma importante iniciativa da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) aproximou ainda mais empresas dos dois países que atuam no segmento de alimentos e bebidas. Foi organizado entre 23 e 24 de novembro o evento Rodada de Negócios Virtual: Alimentos e Bebidas, cuja finalidade foi a de permitir que produtores brasileiros tivessem acesso a distribuidores, importadores, atacadistas, varejistas e fabricantes canadenses.

Participaram do evento 12 empresas brasileiras e 13 compradores canadenses, com destaque para grandes distribuidores como Unfi, Tree of Life e Canadawide.

Com reuniões individuais com duração de 20 a 25 minutos cada, a iniciativa permitiu aos participantes uma experiência bastante próxima de uma rodada de negócios presencial – abrindo caminho para contatos futuros entre as empresas e, eventualmente, para a efetivação de negócios e parcerias. Além disso, o formato online possibilitou uma maior participação de fornecedores de diferentes regiões do Brasil, contribuindo para mostrar aos canadenses a diversidade de produtos que o país oferece.

Cada fornecedora brasileira teve uma agenda contendo de cinco a oito reuniões com potenciais compradores canadenses, realizadas por meio da plataforma Zoom. A CCBC teve um papel ativo no processo de escolha dos participantes e de definição da agenda de reuniões, a fim de maximizar as possibilidades de geração de negócios. Foram selecionadas empresas brasileiras que fornecem produtos hortifrutigranjeiros, temperos, de panificação e confeitaria, ingredientes em geral, cereais, cafés e chás, entre outros.

Com o sucesso desta primeira edição, a CCBC deve repetir o evento virtual para alimentos e bebidas em 2021. As empresas que não puderam participar poderão acompanhar pelas redes sociais e pelo site da Câmara informações sobre as próximas iniciativas.

Experiência produtiva

A organização da Rodada de Negócios e o tempo alocado para cada reunião entre empresas do Brasil e do Canadá foram aspectos bastante positivos da iniciativa da CCBC. A avaliação é do presidente e CEO da Logistics International Associates (LIA), Marcelo Augusto de Felippes. “Em eventos como esse, é importante que se fixem os próximos passos das conversas, criando uma trilha entre as empresas. A CCBC enviou um e-mail aos participantes de cada reunião, a fim de materializar o contato. Isso é importante para se estabelecer uma rede de relacionamento”, afirma.

O empresário salienta que encontros dessa natureza permitem às empresas brasileiras aprenderem a lidar com outras culturas corporativas. “Cada país tem uma forma distinta de fazer negócios. Os canadenses são mais rigorosos e disciplinados, o que nem sempre se verifica do lado brasileiro”, pondera.

A experiência de participar de uma rodada de negócios realizada em ambiente virtual também foi positiva para Felippes: “O contato pessoal é sempre mais produtivo. Mas as reuniões remotas são bem mais adequadas do ponto de vista da relação custo-benefício.”

Intercâmbio em alta

O evento marcou um momento especialmente positivo para o intercâmbio comercial entre os dois países. Ao longo do primeiro semestre de 2020, a soma das exportações e importações totalizou US$ (FOB) 2,79 bilhões – 9,8% a mais do que em igual período de 2019. As vendas do Brasil ao Canadá atingiram US$ (FOB) 1,8 bilhão – 18% a mais do que o contabilizado entre janeiro e junho de 2019.

No que se refere a alimentos e bebidas, vários itens exportados pelo Brasil se destacaram entre um semestre e outro – especialmente a categoria de açúcares e produtos de confeitaria, que representaram US$ (FOB) 92 milhões, um incremento de 238%. Também aumentaram as vendas de cacau (1.065%), carnes (75%) e café solúvel (17%), entre outros itens.

De acordo com o estudo Quick Market Facts: Alimentos e Bebidas no Canadá, elaborado pela CCBC, as atuais tendências de consumo de alimentos e bebidas no Canadá incluem acesso a sabores exóticos, dietas e tecnologias “plant based” focadas em vegetais e alimentos crus, consumo de produtos “da raiz às folhas”, aproveitando a totalidade dos alimentos, superfoods não tradicionais, como óleo de nozes, frutas e cogumelos, proteínas que possam ser consumidas durante outras atividades e bebidas levemente gaseificadas e saborizadas.

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